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From Lego to Architecture

When we write about architectural toys it is almost impossible not to mention Lego bricks as a typical example, even if this connection is not so clear and direct as happen in other toys. More recently, specifically with the Lego Architecture series, Lego get quite closer to architecture but always following the direction from real building to toy constructions. In a old post about the japanese architect Takefumi Aida, I already write about THE inverse process that started in a toy construction set in order to design real building, but it is a rare example. 


Some time ago I found another example by the famous office BIG studio that recently designed a Lego House. Indeed “For me the LEGO brick embodies the notion of systematic creativity – that the rigour and rationality of the LEGO brick allows children of all ages infinite possibilities to create their own worlds and to inhabit them through play,” Said Bjarke Ingels. “We have been inspired by the modularity of the LEGO brick to create the LEGO House. It will appear like a cloud of interlocking LEGO bricks that form spaces for exploration and exhibition for its visitors within. On the outside the pile of bricks form the roof of a new covered square as well as a mountain of interconnected terraces and playgrounds.

Source: Stott, Rory. "Bjarke Ingels Lays Foundation Brick at LEGO House" 19 Aug 2014. ArchDaily. Accessed 20 Aug 2014. <http://www.archdaily.com/?p=539149>

Icon Magazine - August 2011 July 2011

Ok, I know, we are already in 2013 and it is late... but I woud like to talk about this Icon Magazine number about toys.
The editor's article start with a very famous quote from Plato (wrote in 360 BC): "He who is to be a good builder, should play at building children's houses". Yes, since I start writing about architectural toys in this blog I'm trying to transmit this message and, as usually happen, there is always somebody that already said that long time before you, and in a better way. I'm already used!
Anyway the number 098 of ICON Magazine is a good way in order to enter in this complex and rich world that contains such apparently different and distant items as toys, architecture, design, education, etc...
Indeed the main cover theme is a experience made by the magazine direction giving some Lego Architecture model to several British architects and lets them free to destroy, rebuilt or even melt the Lego bricks into another form or into another ... something else.

Atmos Studio, MAKE studio, Foster & Partners, AOC studio, Adjaye Associate, DSHA studio or FAT studio are the offices involved and each one used Lego in a different and new way. The result, sincerely, are quite disappointing...

More information or some pictures: www.iconeye.com

Brick Fetish

Sometimes the best way to talk about something is let other talk. This happen today with this great site called “Brick Fetish” that, as you can read in its homepage, “is a narrative timeline of the history of LEGO®: the company, their toys and the Kirk Christiansen family (q.v.). It is also a repository of set images, catalogs, ads and promotional literature, idea books, patents, photographs, and pretty much anything else I can get my hands on.”
It deserves attention because is not a simple collection; it is a very well done research about LEGO with several documents and references where you can find almost everything about this famous toy.

Here is the link: http://www.brickfetish.com

No National Building Museum de Washington DC

LEGO® Architecture: Towering Ambition
July 3, 2010 - September 5, 2011


Do site do museu: 
Anyone who has been to the National Building Museum, when asked to describe the building, will likely think of "bricks." Approximately 15,500,000 were used to construct the Museum's historic home.  
Now, begin to think smaller… now smaller… and you can just begin to fathom the challenge that Adam Reed Tucker has taken on. Trained as an architect, Tucker rekindled his childhood interest in LEGO® bricks and began experimenting with LEGO® as a medium for his art in 2003. The result of his vision—15 buildings from around the world made entirely from LEGO® bricks—will be the centerpiece of the exhibition LEGO® Architecture: Towering Ambition.
Piece by piece, brick by brick, this LEGO® Certified Professional (one of 11 worldwide) creates large-scale artistic models of some of the world's most famous structures including the Empire State Building, St. Louis' Gateway Arch, and Frank Lloyd Wright's masterpiece Fallingwater. The simplicity and nostalgic quality of LEGO® affords viewers a new, detailed look at familiar buildings. Visitors can lean in close to see the complexity of a building's intricate design and engineering or take a step back to appreciate its stunning sculptural form in full.
After drawing inspiration from awe-inspiring structures, visitors are encouraged to create buildings to include in a LEGO® community. Based on the principles of good urban design, participants will be invited to create a building from one of the four categories—residential, commercial, institutional, and industrial—and then place the LEGO® models on a large-scale map of a city. As the day goes on and the Museum welcomes more visitors, the LEGO® city will grow and grow.  

Fonte: http://www.nbm.org/index.html

Philiform, a Philips e os brinquedos

Creio que poucos sabem que a Royal Philips Electronics, mais conhecida como Philips, em 1969 lembrou-se de produzir e pôr à venda um sistema de construções em plástico muito parecido com o Lego, a que chamaram Philiform. O sucesso foi de tal ordem que três anos mais tarde, em 1972, a produção já tinha sido interrompida e nunca mais foi retomada.

Em boa verdade, não foi a única vez que este colosso da electrónica, que começou em 1891 a produzir lâmpadas e se tornou rapidamente um dos maiores fabricantes de iluminação e de electrónica do mundo, decidiu produzir brinquedos. Em 1951 o brinquedo Pioner permitia aos jovens construir um rádio com todos os componentes necessários ao seu funcionamento. Nos anos 60, tinha produzido o sistema de construções EE (Electrical Engineer): kits com os quais se podiam construir vários dispositivos electrónicos. Em 1965, um sistema em metal muito parecido com o Meccano, o denominado ME (Mechanical Engineer) podia ser combinado com os anteriores para produzir pequenos engenhos electrónicos. Em 1970, foi a vez da química com o sistema CE,  uma série de laboratórios em miniatura: existia o de química inorgânica, o de orgânica e o dedicado aos polímeros. Em 1972 o sistema FE abordava as leis da física. Finalmente, em 1971, em sintonia com as tendências da altura, surgiu o CL com o qual as crianças podiam compreender o funcionamento de um sistema digital. Sobre estes brinquedos existem muitos sites de nostálgicos que se dedicam à divulgação de material e de informações.

Tal como acontecia com todas as outras séries de brinquedos produzidos pela Philips, as caixas da Philiform eram particularmente bonitas; um design gráfico digno dos melhores produtos da época. Dentro, as peças eram muito parecidas com as Lego (provavelmente demasiado parecidas…) e as instruções indicavam como construir vários objectos, mantendo sempre  uma certa predilecção por veículos e máquinas. Todavia, o sistema não era compatível com o Lego, não podendo, desta forma, servir como integração ou expansão deste.

Philiform era produzido pela famosa Mettoy Playcraft, a mesma firma que produzia, desde 1934, alguns dos brinquedos de maior sucesso em Inglaterra (os carrinhos Corgi, por exemplo) e que aguentou duas guerras, produzindo armas e munições (o mesmo que fizeram muitas fábricas europeias entre as quais, por exemplo, a Line Bros ou a Britans). Todavia, nos princípios dos anos 70, o mercado dos brinquedos norte-americano estava em forte expansão e isto teve enormes repercussões no europeu. A Mettoy Playcraft entrou numa crise da qual nunca mais conseguiu sair, até 1989, ano em que foi vendida ao colosso Mattel ficando só um vestígio seu na Corgi Classics Limited. Além disso, nos anos 70, aconteceu uma profunda mudança de paradigmas, com a introdução maciça dos brinquedos electrónicos e dos primeiros videojogos. Desta década são as consolas Atari, os jogos Pong e Space Invaders. O sistema Philiform, apesar de ser bem construído e razoavelmente bem pensado no seu conjunto era, quando comparado com o Lego, bastante limitado e, sobretudo, muito feio. Os modelos que podiam ser construídos eram visualmente frágeis e a comparação com o sistema dinamarquês rival era inevitável resultando sempre num fracasso para o Philiform (ver post anterior).

Referências
http://www.philiform.com/

And the winner is...

Um recente inquérito realizado pelo site Firebox (um site de vendas online de brinquedos) revelou que o Lego é o brinquedo mais popular do mundo. As mais de três mil respostas foram divididas em duas classificatórias: a dos homens e a das mulheres. A primeira foi encabeçada pelo Lego seguido pelo Game Boy, os Transformers e o Action Man. Na segunda, a das mulheres, o primeiro lugar foi claramente ocupado pela Barbie seguida, e aqui é o mais curioso, pela Lego. Seguem My Little Pony, a Game Boy e a Sindy (o que é devido ao facto do inquérito ter sido feito por um site inglês).
O brinquedo dinamarquês, que é produzido desde o princípio da década de 30 do século XX, ganhou com uma margem substancial: 78% das mulheres e 63% dos homens o preferiram entre muitos.
Este resultado ficou confirmado num artigo publicado no UK Telegraph que publica outro inquérito feito pelo site inglês de vendas online Argos em que o Lego foi preferido pelo 56% dos inquiridos.
Já brinquei muito com os Lego e os considero um dos brinquedos mais saudáveis e criativos que alguma vez foram feitos. Um dia destes vou ter que escrever um artigo sobre a fascinante história de Ole Kirk Christiansen (1891-1958), um humilde carpinteiro dinamarquês que construía modelos em escala dos móveis para os vender e um dia percebeu que o que fazia melhor não eram os móveis mas eram mesmo os modelos…

O sonho de qualquer criança: uma casa de Lego

O seu nome é James May e em Portugal é conhecido por ser um dos condutores do famoso programa televisivo Top Gear, juntamente com Jeremy Clarkson e Richard Hammond. Nesta série a sua alcunha é Captain Slow por ser, entre os três, o que conduz mais devagar (com excepção de quando, em 2007, conduziu um Bugatti Veyron até aos 407 km/h).
Em Inglaterra a sua carreira televisiva vai muito além de Top Gear. Desde 1999 é apresentador principal em vários programas sobre vinhos (Oz and James's Big Wine Adventure), sobre invenções do século XX (James May's 20th Century), sobre grandes ideias (James May's Big Ideas), além de outras coisa entre as quais, cá estamos nós, os brinquedos.
May é, de facto, um grande apaixonado por brinquedos e o seu documentário James May's Top Toys, de 2005, foi o primeiro de vários programas que este jornalista de 47 anos dedicou a esta paixão.
Em 2009, começou a produção e a sucessiva transmissão do programa James May's Toy Stories. Em cada um dos 6 episódios era escolhido um brinquedo e era lançado um desafio nunca antes visto. Assim conseguiu-se construir um avião em kit de montar da Airfix em escala 1:1; um inteiro jardim de flores feitas com plasticina; uma grua de 23 metros com construções Meccano; uma pista de carrinhos Scalextric com 4,5 km de comprimento; uma linha de comboio Hornby em miniatura com 16 km e, isto já nos interessa mais, uma casa habitável inteiramente construída com as peças da Lego.

Não é certamente a primeira vez que alguém constrói um objecto tão grande unicamente com Lego, pense-se só nas várias Legoland que existem pelo mundo fora (Dinamarca, Inglaterra, EUA e Alemanha) onde existem inteiras cidades em miniatura feitas com Lego. Mas é certamente a primeira vez que alguém se lembra de construir uma casa onde possa habitar, só com Lego. Posso dizer isto melhor: é a primeira vez que alguém constrói uma casa onde possa habitar, porque lembrar-se de construí-la... creio que esta ideia já tenha passado pela cabeça de todos nos...

Mas James May não é um entre “todos nós” e, em 2009, a produção do seu programa comprou 3,3 milhões de peças Lego. Claramente era um desafio demasiado grande para uma pessoa só, por isso foi lançado um apelo no programa, e foi reunida uma equipa de 1200 voluntários para construir uma casa com dois andares, uma casa de banho completa e a funcionar, uma cozinha totalmente equipada, uma sala com cadeiras “design”, um quarto com cama e um gato. Tudo construído religiosamente e exclusivamente com peças Lego. Na realidade a casa tinha uma estrutura portante em madeira que era revestida em lego. Mas isto agora não interessa de nada porque a história não acaba aqui.

Ao chegar a Surrey, uma localidade a sudoeste de Londres, May e a sua equipa estavam à espera de encontrar algumas dúzias de pessoas que tivessem respondido ao apelo. Cerca de 1700 pessoas que se tinham juntado numa fila quilométrica, estando alguns à espera desde as 4h30 da manhã. 1200 foram aceites, 1500 tiveram que voltar para casa.
As pessoas foram divididas em equipas para fazer tijolos de 576 peças (12x8x6) e as obras continuaram ao longo de mais de um mês. No dia 17 de Setembro a casa ficou concluída.

O desafio ainda não tinha acabado porque James May tinha prometido que iria passar uma noite na casa, e assim fez. Numa noite de chuva, coisa rara num Setembro londrino, May experimentou a absoluta ausência de conforto da casa em Lego: qualquer superfície é picotada, andar descalço num chão Lego é uma verdadeira tortura chinesa; tudo é extremamente frágil, a belíssima réplica do cadeirão de Jacobsen em Lego esboroa-se literalmente mal May se senta nela; a cama não passa de uma caixa de plástico rígido. Um dos principais problemas surge, justamente, por causa da chuva: a casa mete água por todos os cantos, as junções não são estanques e, assim, não existe possibilidade de manter a água fora da casa ou, como é o caso do lavatório ou do chuveiro, de manter alguma água dentro dela. Um verdadeiro desastre.



Uma vez acabadas as filmagens colocou-se o problema do que fazer com a casa. May ofereceu-a à Legoland mas os dirigentes do parque temático recusaram a oferta uma vez que seria extremamente caro mudar a casa de sitio. Qualquer reconstrução para fins lucrativos estava fora de questão, uma vez que a Lego possui os direitos de autor para este tipo de instalações. O debate foi de tal ordem que se reuniu um grupo com mais de 3.500 membros no Facebook contra a demolição da casa.
A falta de licença, a precariedade da estrutura que tinha sido pensada efémera e a necessidade de libertar o terreno sobre o qual tinha sido construída foram razões suficientes para, à falta de outra solução, avançar com a demolição da casa. As peças Lego foram doadas para instituições de caridade e dela só ficou o registo televisivo.

Fonte: http://www.jamesmaystoystories.com/